Esse aqui mexeu em número que você usa pra tomar decisão, então vale contar direito.
Quando você lançava uma nota ou uma entrada de estoque pelo assistente, ele precisava traduzir o que estava escrito na nota para o que está no seu cadastro. "1 bandeja de mussarela" — bandeja de quanto? Se ele não achasse o peso em lugar nenhum, ele chutava. E o chute era sempre pra cima.
Dois casos concretos:
- Peso. Item sem peso conhecido caía num arredondamento que multiplicava por mil. Uma bandeja de 500 g virava 1 kg no estoque.
- Quantidade por embalagem. Nota escrita como "3 CX C24" — três caixas com 24 unidades cada — entrava como 3 unidades em vez de 72.
O que mudou
- Sem informação confiável, ele não grava — ele pergunta. O item vira uma pendência e espera você responder, usando o mesmo fluxo de conferência que já existe no lançamento de nota.
- Ele obedece uma ordem de confiança. Primeiro o que você informou; depois o peso que está na própria nota; depois o que o assistente conseguiu ler; por último o cadastro. O chute saiu da lista.
- Unidade esquisita não é mais interpretada por conta própria. Coisas como "kg líquido" não viram conversão automática — caem na pergunta. O pior caso agora é uma pergunta a mais; antes era um número errado a menos.
Precisa fazer alguma coisa?
Daqui pra frente, não — já está valendo.
Nas entradas antigas, vale conferir. As entradas feitas por esse caminho antes de hoje podem ter peso inflado. Abra o Estoque e compare o saldo dos insumos que você compra em bandeja, caixa ou fardo com o que está fisicamente na sua câmara. Onde estiver diferente, faça um ajuste de inventário.
O jeito mais rápido de achar: procure os insumos com saldo alto demais pro seu movimento. Um insumo que aparece com quilos de sobra sem explicação é o sintoma típico — o chute sempre errava pra mais, nunca pra menos.